Presidente prestigia lançamento do livro de Arthur da Paz

Obra “Lascas de Sândalo” será lançada também no Espaço Cultural Carmo Bernardes, no dia 23

Presidente prestigia lançamento do livro de Arthur da Paz

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, e sua esposa, Elìna Borges, prestigiaram, na noite de sábado (11), o lançamento do livro “Lascas de Sândalo”, do escritor Arthur da Paz. O evento foi realizado no restaurante Ciao Ciao Cucina, em Goiânia.

Presidente prestigia lançamento do livro de Arthur da Paz
Arthur da Paz, ladeado à esquerda por sua mãe, Marly Almeida, a esposa Julyane Neves, e à direita pelo desembargador Veiga Braga e sua esposa Elìna Borges



Arthur da Paz é jornalista e cientista da computação, ocupante da Cadeira 32 da Academia Goianiense de Letras. Sua coletânea de poemas, “Lascas de Sândalo” – Chamas d´alma em silêncio”, também será lançada no Espaço Cultural Carmo Bernardes, na sede do TRE-GO, no dia 23 de abril, às 15h30.

A obra exibe prefácio de autoria do presidente da Corte Eleitoral:

Meditações ao Altar do Livro-Santuário

São diversos poemas, separados por capítulos, entre Sementes, Paixões, Conflitos, Iluminações e Transcendências. Carregados em páginas de louvores, orações poéticas, simplicidades ao olhar o mundo em volta. O sândalo é uma árvore sagrada, de crescimento lento e de grande longevidade. Traz, em sua história pelo mundo, a elevação espiritual e o equilíbrio emocional. Desse modo, o livro Lascas de Sândalo procura ser coerente com essa escolha.

A obra conduz ainda às lascas genéticas do jornalista Batista Custódio, padrasto de infinita admiração do poeta. Aliás, se buscamos justiça, é a palavra "pai" que traduz com fidelidade a cena. Batista, sem dever favores, foi sempre o melhor texto jornalístico de Goiás. O poeta evoca a passagem de Batista com a dignidade do real e do sagrado. Atesta que a alegria só é completa quando repartida. Os poemas são essas alegrias envoltas em páginas e páginas de inspiração, de louvor, de identidade clerical: uma busca e uma socialização de mensagens prenhes de religiosidade. Prólogos ao sagrado e à espiritualidade. Faz uma alquimia materna poética à mãe, com tudo aquilo que se espera de um filho ditoso. Em Sinfonia dos Relâmpagos, o destaque para uma das melhores partes do livro, juntamente com O Príncipe do Fogo, em homenagem a seus irmãos Maria do Céu e João do Sonho, carne da mesma carne.

Em todas as páginas, a esperança na vida, refertas de poemas em forma de orações. O poeta não se denomina Arthur da Paz em vão. Nas passagens de um capítulo a outro, preserva a religiosidade e, por vezes, a descoberta do amor, mesmo que este transborde como dádiva divina. Tudo marcado de louvores. Poemas sempre longos, como se houvesse uma forte necessidade de reafirmar o que propõe, quase uma prestação de contas da consciência do limite possível de Lukács aplicada à religião. Os poemas são santuários onde passeia, toma consciência do mundo, propõe ideias e atesta sua fé.

Nas poucas investidas para temas diversos ou políticos, com rapidez, o retorno ao amor e suas vertentes. O Brasil é enfocado e crítico em palavras, mas um país esperançoso que o poeta invoca e descreve, espera e acredita. Os poemas têm seu método de construção com rimas incessantes. Os raros poemas que escapam das rimas são O Olho Infechável e A Nação Interior. Ele, o poeta, não define nem deixa claro o Brasil sonhado ou proposto.

Critica, relata, aponta as falhas. Não dá margem para que o leitor observe sua posição política ou sua proposta de soluções, fora da relação do amor com a religião.

Em Última Palavra, um poeta mais maduro e sem amarras religiosas. Mas a pregação poética — pastor com sermão em forma de poemas — volta imensamente em Iluminação, capítulo 4. A visão de mundo é verticalizada para o amor e a religião. São as águas da espiritualidade que matam a sede de Arthur da Paz. O nome é a garantia do que professa: não tem direito à impunidade; tem a obrigação da entrega do prometido.

O fecho, como não podia deixar de ser, é com uma bela e significativa ode a Batista Custódio. Justa homenagem em Até Breve, Meu Quasar. O poeta se exprime em admiração e elegias. Batista, embevecido, se emociona, onde quer que esteja, mas está por aqui, nessa imortalização.

Vinicius dizia que "o poeta só é grande se sofrer". Drummond sentenciou que “a poesia é a descoberta das coisas que eu nunca vi".

Pessoa, em seu clássico: "o poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente". Por eles, repensam-se as dores e as pretensões do poeta em qualquer postura e em qualquer publicação. No caso de Arthur da Paz, a escolha é religiosa e de taliscas de amor. Mistura os dois, religião e amor, simbioticamente, numa relação mutualística.

Talvez o poeta ainda não tenha descoberto que o amor é uma cigana trêmula que embaralha as linhas das mãos e cruza caminhos; que estala beijos; que dói calado, à distância, indiferente.

Por certo, não saiba que amor é um doente sem cura, um vento de maio no varal da paixão. O amor é o pão nosso de cada dia, dia e noite de lua cheia, a insônia do relógio, o ódio de perder alguém para ninguém.

E que Deus é pura poesia.

LUIZ CLÁUDIO VEIGA BRAGA, DESEMBARGADOR DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS (TJGO)

 

SECOM

Acesso rápido

Política de Privacidade

O Portal do TRE-GO utiliza cookies para melhorar sua experiência no site.
Se você prosseguir na navegação, entendemos que está de acordo com nossa política de privacidade.

Gerenciar preferências

Gerenciar preferências

Usamos cookies para melhorar sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o tráfego. Você pode gerenciar suas preferências abaixo e escolher quais categorias deseja permitir. Sua privacidade é importante para nós.