Presidente do TRE-GO apresenta GuaIA e propõe debate ético em congresso na Alego
Líder da Justiça Eleitoral goiana anunciou Resolução inédita para combater deep fakes nas eleições

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, participou nesta quinta-feira (12) do 1º Congresso Brasileiro de Direito Econômico, Financeiro e Tributário (CBDT 2026), sediado na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Durante sua intervenção, o magistrado apresentou inovações tecnológicas da Corte e levantou reflexões sobre os limites éticos da Inteligência Artificial (IA).
O desembargador integrou a Mesa 5, que debateu o tema: “Economia digital, tributação de plataformas, inteligência artificial e impactos concorrenciais”. O painel ocorreu no Auditório Carlos Vieira e contou com a participação da professora Marina Faraco e moderação da advogada Giovanna de Brito Sant'Anna. O congresso, que segue até esta sexta-feira (13), reuniu grandes nomes dos Três Poderes, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutiu os rumos econômicos e jurídicos do Brasil.

Durante sua exposição, Veiga Braga iniciou a reflexão citando a frase “A beleza salvará o mundo”, atribuída ao personagem Myškin, da obra de Fiódor Dostoiévski, ao apresentar a ferramenta GuaIA, desenvolvida pelo TRE-GO em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) para auxiliar no combate à desinformação eleitoral.
“Aqui debato-me com uma beleza que salva o mundo, pelo menos no enfoque que tenho, que é a inteligência artificial. Neste aspecto, como presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desenvolvemos, em parceria e de mãos dadas com a Universidade Federal de Goiás, a ferramenta mais moderna no combate a fake news e deep fake. E estamos na fase de elaboração de uma Resolução para a aplicação deste aparelhamento no combate às mentiras que são veiculadas em épocas de campanha”, afirmou.
O magistrado ainda elencou questionamentos à mesa sobre o futuro das relações humanas e da tecnologia. “A inteligência artificial veio para efetivamente nos desigualar ou para nos tratar de forma igual, abordando toda a nossa ignorância de maneira equilibrada e com equidade? Ou vamos ter que retornar a tempos idos, a um passado que não é tão distante, onde efetivamente a nossa inteligência fazia a diferença? Há um limite ético para o emprego da inteligência artificial? Ou a importância que se dá à questão ética é a da 'ética de resultado', já que, se irei alcançá-lo, então a ética se torna um material descartável?”, refletiu.
Assista à íntegra da apresentação
Acesse aqui a programação completa do primeiro dia.
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